Carta de Amor

15/02/2012


A língua do amor

14/01/2012

Não falo todas as línguas do mundo, mas existe a palavra amor em todas as que conheço. Nas que não conheço, aposto, ele está presente também. E ainda que não estivesse, haveria de se criar uma forma de dizê-lo.

Não que isso importe: comunicado ou não, explícito ou tácito, o amor verdadeiro sempre será um dos impulsos mais automáticos e primitivos do ser humano. É assim que somos construídos, é o que deveríamos fazer, é o que fazemos e o que sempre faremos. Todas as barreiras que construímos – consciência, indivíduo, cidade, estado, país -, sem exceção, são rompidas eventualmente pelo poder do verbo amar.

Talvez seja isso o laço que nos une, o nosso grande traço em comum: a capacidade de amar de verdade. Em todos os lugares do mundo, em todos os idiomas, ou em idioma nenhum.


Um poema

05/04/2011

Mãe é um bicho engraçado. Ou ama ou odeia muito as coisas que a gente faz. Nunca tem o meio termo, o “gostei mais ou menos”. A minha mãe acha esse blog uma grande de uma bobagem*, por exemplo. Enquanto outras coisas que já fiz na minha vida, e que são realmente bobagens, ela ama demais. Vejam esse poema que escrevi com 6 anos que, de tão adorado pelo ser que me gerou, está até emoldurado numa das paredes lá de casa:

 

“Planeta,

eu nasci em você

sempre morei em você

eu vou morrer em você”

 

Minha mãe só vê poesia nisso porque sou filho dela. Mas, na minha opinião, a mensagem é bem simples: eu nunca quis ser astronauta.

* Nota: embora minha mãe sempre ache as coisas que escrevo aqui são grandes bobagens, ela sempre me liga pra dizer que gosta das coisas que o Martinho escreve.

 

VEJA TAMBÉM:

Hora do Eu-lírico

Poema de Hoje

Astrologia


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