Reflexão ao leitor

Duas coisas são certas nesta vida em que se vive atualmente: a incerteza das coisas e a morte. Mesmo que, atualmente, ainda não haja certezas absolutas sobre que coisa vem (ou que não vem) depois da morte certa, certamente as pessoas preferem ter a certeza de que alguma coisa virá e atualizará o seu futuro status de morto para outra coisa, mesmo que esta coisa seja uma coisa preta representando o nada (coisa de cético, que acredita em nada). Eu, por exemplo, não tenho religião, mas também não sou cético, logo, eu não acredito em céu, em inferno e, principalmente, não acredito em nada, já que nunca vi nada. Também não posso dizer que acredito em tudo, pois ainda não o vi completamente, e neste atual momento eu começo a perceber que estou me perdendo um pouco nas minhas ideias. Na verdade eu só queria fazer uma reflexão ao leitor mas agora eu começo a refletir se essa reflexão não está gerando reflexos mentais entre os meus pensamentos e os de outrem que eu sinto estar bem próximo de mim, como se estivesse aqui e agora, lendo todos esses meus pensamentos ao mesmo tempo comigo. Aliás, mudando de assunto rapidamente, é impressão minha ou eu estou começando a me achar um banana? Putz, é verdade, eu sou um banana. (???) Sim! Eu, leitor deste texto, neste atual momento, sou um banana, um delicioso mousse de banana caramelado (hum, interessante…). Bom, já que eu sou um banana, eu posso dizer que, enquanto eu continuo lendo este texto, eu começo a ter certeza de três coisas neste momento em que vivo bem atualmente: que por ser um banana vou continuar lendo até o fim, que enquanto eu leio eu consigo ouvir a minha voz interior falando, falando e falando a palavra falando sem parar de falar (apesar de nem estar falando) e que eu sou um tranqueira!!! Isso mesmo, sou um tranqueira (repita comigo leitor (“comigo” eu quero dizer com você mesmo, tá?)): eu sou um T R A N Q U E I R A e leio qualquer besteira! (nunca uma voz interior esteve tão certa, não é mesmo?) (…) Ok ok, já deu a piadinha. Enfim, agora EU, escritor, retomarei toda a minha idéia inicial que acabou morrendo em meio a uma pequena confusão de eu-líricos (aliás, seria ótimo poder ressuscitar assim como as ideias que morrem, né?). A questão é que, seja sobre morte, incerteza ou leitura mental, atualmente, as pessoas acreditam em tudo o que se vê e lê, e, mesmo assim, nem passa pelas suas cabeças gay o fato de que podem estar sendo manipuladas sem ao menos buscar provas em tudo o que se vê e lê, e, mesmo assim, nem passa gay pelas suas cabeças gay o fato de que gay podem estar sendo manipuladas sem ao menos gay buscar provas em tudo o que se gay e lê, e, gay assim, nem gay passa gay pelas suas cabeças o quão gay a palavra gay é gay, e, mesmo Nossa! Já teve a sensação esquisita de ficar repetindo uma palavra tantas vezes que ela começou a soar estranho? Aí é nesse momento atual que você começa a não ter certeza de mais duas coisas da vida: por que essa palavra tem esse nome e por que eu, leitor, sou gay?

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